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LER/DORT e ergonomia: prevenindo lesões silenciosas

LER/DORT e ergonomia: prevenindo lesões silenciosas no dia a dia da sua equipe

Palestrante Raphael Lima

Algumas das doenças mais graves do ambiente corporativo não surgem de um acidente visível, nem de um evento súbito. Elas se instalam aos poucos, em silêncio, até o momento em que o corpo já não consegue mais compensar. As LER/DORT, associadas a falhas ergonômicas e repetição de movimentos, são exemplos claros desse tipo de risco invisível.

Em muitos casos, quando a dor aparece, o problema já está avançado. Por isso, falar de ergonomia e prevenção não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão estratégica que envolve cuidado, cultura e visão de longo prazo.

O que são LER/DORT e por que elas são tão comuns

As Lesões por Esforços Repetitivos e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho envolvem inflamações, dores e limitações que afetam músculos, tendões, articulações e nervos. Elas surgem, principalmente, da combinação entre repetição, postura inadequada, esforço excessivo e ausência de pausas adequadas.

O grande desafio é que essas lesões não aparecem de forma imediata. O corpo tenta se adaptar, compensar, suportar. Só que toda compensação tem um custo. Quando os limites são ultrapassados, o dano se manifesta, muitas vezes de forma crônica.

Segundo a Fundacentro, as LER/DORT continuam entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, especialmente em atividades administrativas, industriais e de serviços que exigem repetição e atenção contínua.

Quando a tensão não encontra descanso

Imagine um elástico sendo esticado repetidamente ao longo do dia. Ele pode até voltar à forma original nas primeiras vezes, mas se não houver descanso, chega um momento em que perde a elasticidade ou se rompe.

O corpo humano funciona de forma semelhante. Movimentos repetitivos, sem variação ou pausas, criam microagressões constantes. A ergonomia atua justamente para reduzir essa tensão contínua, permitindo recuperação, alternância e equilíbrio.

Prevenir LER/DORT é, portanto, aprender a soltar o elástico antes que ele se rompa.

Ergonomia além da cadeira e da mesa

Quando se fala em ergonomia, muitas empresas pensam apenas em mobiliário. Cadeiras, mesas e suportes são importantes, mas representam apenas uma parte do conceito.

A ergonomia moderna considera também o ritmo de trabalho, a organização das tarefas, o nível de atenção exigido e até o ambiente emocional. Um posto bem ajustado, inserido em uma rotina exaustiva, continua sendo um fator de risco.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção de distúrbios musculoesqueléticos depende da combinação entre ajustes físicos e organização saudável do trabalho, incluindo pausas, alternância de tarefas e redução de sobrecarga.

Por que essas lesões afetam também a segurança

LER/DORT não causam apenas dor. Elas comprometem atenção, tempo de reação e precisão dos movimentos. Um trabalhador com dor constante tende a se distrair mais, a buscar atalhos e a reduzir o cuidado em tarefas que exigem atenção.

Isso significa que ergonomia é também um fator de prevenção de acidentes. Quando o corpo está sobrecarregado, o comportamento seguro se fragiliza. A prevenção dessas lesões contribui para ambientes mais atentos, produtivos e seguros.

É um erro separar ergonomia de segurança do trabalho. Na prática, elas caminham juntas.

O papel das pausas e da variação

Um dos elementos mais subestimados na prevenção de LER/DORT são as pausas. Pausar não é perder tempo. É permitir que o corpo se recupere e mantenha sua capacidade funcional.

Além disso, a variação de movimentos e tarefas reduz a repetição contínua, distribuindo o esforço por diferentes grupos musculares. Pequenas mudanças, quando bem orientadas, têm impacto significativo ao longo do tempo.

Segundo o NIOSH (National Institute for Occupational Safety and Health), pausas programadas e variação de atividades estão entre as medidas mais eficazes para redução de distúrbios musculoesqueléticos no trabalho.

Ergonomia como cultura, não como correção pontual

Empresas maduras não tratam ergonomia apenas quando o problema aparece. Elas incorporam o tema à cultura, estimulando o cuidado contínuo com o corpo e o reconhecimento dos próprios limites.

Isso envolve treinamento, comunicação clara e, principalmente, liderança consciente. Quando gestores valorizam pausas, ajustam metas de forma realista e incentivam o autocuidado, a prevenção se torna parte do dia a dia.

A ergonomia eficaz não é imposta. Ela é compreendida e praticada.

Insight rápido

As lesões mais perigosas não são as que aparecem de repente, mas as que se constroem em silêncio. Ergonomia é a arte de escutar o corpo antes que ele grite.

Quando a mensagem precisa ser sentida, não apenas explicada

Há temas que não se resolvem apenas com orientações técnicas. Ergonomia, atenção e cuidado corporal exigem consciência. Quando as pessoas compreendem, de forma simbólica e prática, como pequenas distrações e hábitos repetidos impactam o corpo, a mudança acontece.

É nesse ponto que experiências educativas ganham força. A Realizarte Palestras trabalha exatamente essa percepção em suas apresentações para SIPAT, SIPATMA, SIPATR e SIPAMIM, conectando comportamento, atenção e prevenção.

Em palestras como “A Fórmula Mágica da Segurança”, o público vivencia, por meio de metáforas visuais e reflexões, como o excesso de confiança, a pressa e a repetição automática podem nos afastar do cuidado com o corpo e com a vida. A mensagem não é apenas compreendida, ela é sentida.

Continue aprendendo

Se você quer aprofundar sua estratégia de prevenção e construir ambientes mais saudáveis e seguros, explore os outros artigos do nosso blog. Cada conteúdo foi pensado para apoiar decisões mais conscientes, humanas e sustentáveis no trabalho.

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