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5 erros que tornam a SIPAT desmotivadora (e como evitá-los)

5 erros que tornam a SIPAT desmotivadora (e como evitá-los)

Palestrante Raphael Lima

A SIPAT — Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho — pode ser um dos eventos mais esperados do ano, ou… um dos mais esquecidos.

A diferença entre uma SIPAT que inspira, engaja e gera mudança real e uma que parece apenas cumprir tabela está, muitas vezes, em detalhes simples — mas ignorados.

Se você já participou de uma SIPAT em que parecia que ninguém estava realmente interessado, ou percebeu que os participantes estavam ali mais por obrigação do que por vontade, você não está sozinho.

A boa notícia é que é totalmente possível transformar esse cenário. Neste artigo, você vai descobrir os cinco erros mais comuns que tornam a SIPAT desmotivadora — e, claro, como evitá-los com ações práticas.

Por que algumas SIPATs não funcionam?

A SIPAT é obrigatória segundo a NR-5, mas isso não significa que deva ser feita apenas para cumprir uma obrigação legal.

Quando realizada de forma burocrática, ela se torna:

  • Um evento sem significado;
  • Desconectada da realidade dos colaboradores;
  • Apenas mais uma semana no calendário, sem impacto real no comportamento.

Por outro lado, quando bem planejada e executada, a SIPAT pode se transformar em uma ferramenta poderosa para:

  • Reduzir acidentes e afastamentos;
  • Fortalecer a cultura de segurança;
  • Engajar equipes de forma divertida, emocional e educativa.

Erro 1: Focar apenas no cumprimento da norma, não no propósito

Quando o foco está só em “fazer porque a NR-5 obriga”, perde-se o real valor da SIPAT.

O propósito não é apenas informar, mas transformar comportamento, gerar reflexão e fortalecer o senso de responsabilidade coletiva.

Como evitar:

  • Comece o planejamento perguntando: “Qual comportamento queremos mudar ou fortalecer este ano?”
  • Traga temas atuais, como saúde mental, assédio, segurança emocional, sustentabilidade, segurança no trânsito e segurança comportamental.

Erro 2: Escolher temas desconectados da realidade da empresa

De nada adianta trazer uma palestra sobre riscos químicos se a sua empresa não lida com produtos químicos, por exemplo.

O erro de muitos comitês organizadores é copiar modelos prontos de outras empresas sem considerar os riscos reais, o perfil dos colaboradores ou os desafios específicos da organização.

Como evitar:

  • Faça uma escuta ativa: pergunte aos próprios colaboradores quais temas eles acham importantes.
  • Consulte os dados do GRO, PGR, CIPA e até do RH — eles mostram os maiores problemas de saúde, segurança e bem-estar na sua empresa.

Erro 3: Formato ultrapassado e pouco interativo

Palestras longas, monótonas, cheias de slides com texto e sem qualquer interação… Se você já participou, sabe que a mente desliga nos primeiros minutos.

O público de hoje é multitela, hiperconectado e visual. Se a SIPAT não acompanha essa mudança, perde relevância.

Como evitar:

  • Priorize dinâmicas, oficinas, jogos, experiências sensoriais e emocionais.
  • Contrate palestrantes que usam técnicas inovadoras — como mágica, humor, teatro corporativo, demonstrações práticas ou interações em tempo real.
  • Use vídeos curtos, quiz, kahoots, realidade aumentada e até gamificação se possível.

Erro 4: Desvalorizar a comunicação antes e depois do evento

SIPAT não é só a semana do evento. A forma como você prepara o público, gera expectativa e mantém a mensagem viva depois faz toda a diferença.

Quando a SIPAT começa “do nada” e termina “em silêncio”, o impacto é mínimo.

Como evitar:

  • Crie uma campanha pré-SIPAT: teasers, cartazes, vídeos curtos, enquetes internas.
  • Divulgue o cronograma antes, gere curiosidade.
  • No pós-evento, compartilhe fotos, depoimentos, aprendizados e reforços da mensagem principal.

Erro 5: Esquecer que segurança é comportamento, não só norma

Um erro clássico é focar demais em regras, EPIs e normas — e esquecer que o fator humano é o principal causador (ou prevenidor) de acidentes.

Estudos mostram que mais de 90% dos acidentes de trabalho têm origem no comportamento inseguro, seja por hábito, distração, cansaço, excesso de confiança ou pressão.

Fonte: Observatório de SST

Como evitar:

  • Traga o tema “Segurança Comportamental” como pilar da SIPAT.
  • Foque em conscientizar sobre percepção de riscos, empatia, cuidado mútuo e responsabilidade.
  • Reforce que segurança é uma escolha diária, feita por cada um, o tempo todo.

Exemplos de SIPATs que geram impacto real

Empresas que inovaram na sua abordagem de SIPAT relatam:

  • Maior participação voluntária dos colaboradores;
  • Redução no índice de acidentes nos meses seguintes;
  • Aumento do senso de pertencimento e orgulho da cultura organizacional;
  • Fortalecimento da imagem interna e externa da empresa como um local que valoriza vidas.

E isso não depende de grandes orçamentos — depende de criatividade, empatia e foco nas pessoas.

SIPAT não é evento, é cultura

A maior lição que podemos deixar é esta: a SIPAT não é um evento, é uma expressão da cultura de segurança da empresa.

Se a cultura é forte, a SIPAT é forte. Se a cultura é fraca, a SIPAT tende a ser esquecida, burocrática e sem impacto.

Por isso, o convite é: transforme a sua SIPAT em uma experiência memorável, divertida, emocionante e educativa.

Insight rápido: Quando a SIPAT é feita com intenção, ela deixa de ser evento e vira movimento.

Compartilhe essa ideia e inspire mais empresas a cuidarem das pessoas.

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