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Reportar riscos: trabalho em altura

Reportar riscos: devo investir na evolução da comunicação para evitar acidentes?

SIPAT online

Toda empresa precisa de funcionários dispostos a reportar riscos, por isso acreditamos que a Segurança do Trabalho depende de uma boa evolução da comunicação para que acidentes sejam evitados. Uma comunicação afiada entre os funcionários de uma empresa é capaz de resolver todos os problemas, entre eles, acabar com os riscos de acidentes.

Tudo bem, não estamos tratando de nenhuma invenção da roda, nada do gênero, mas é impressionante como, mesmo em ambientes de trabalho que exigem uma comunicação fluida, testemunhamos inúmeras lacunas entre um recado, uma notificação, na transmissão de uma ideia. Se você já está no mercado de trabalho há algum tempo, provavelmente não nos desmentirá, certo?

A comunicação em um ambiente laboral costuma ter mais do que apenas um emissor e um receptor. A mensagem pode sair de um emissor, naturalmente, mas a quantidade de receptores é sempre variável, além disso, a linha cronológica com que recebem certa informação também pode ser alterada, fazendo com que o recado final termine diferente daquele que saiu da boca de quem o lançou inicialmente.

Teorias rasas da comunicação à parte, alguns ambientes de trabalho exigem mais cuidado do que outros na hora de ser efetivo na comunicação. Negligências em uma construção civil, por exemplo, podem acabar com danos à saúde de terceiros, estamos certos de que isso não está nos planos de ninguém.

A forma com que os relatórios e as reportagens devem ser instigadas e fomentadas de dentro da própria equipe, tem tudo a ver com o comportamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de uma empresa.

Com a elucidação constante de que todos os sinais e impressões devem ser transmitidos, o corpo de funcionários passa a se sentir mais confortável em relatar preocupações, mesmo que impliquem na forma como algum companheiro conduz uma atividade.

Função da Comissão

Obviamente, o bom senso já é uma motivação natural para chamar a atenção dos responsáveis pela segurança do trabalho em sua companhia no caso de alguma desconfiança, seja com uma máquina ou com o processo de produção de algum setor de uma indústria.

Ainda assim, quando os caminhos não estão completamente iluminados, muitos avisos podem acabar se perdendo no caminho. Os funcionários devem saber exatamente para quem reportar um risco, quando fazê-lo, de que forma.

É aí que entra a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, eleita todos os anos dentro da própria empresa para tomar as rédeas dos padrões de segurança de uma companhia.

A equipe, do presidente ao resto da comissão, deve deixar o procedimento bem claro, convocar reuniões com os funcionários, de forma generalizada e, se necessário, mais intimista, setor por setor, deixando todos bem cientes da necessidade de se manter um ambiente seguro e salubre no serviço.

Informativos constantes devem fazer parte da rotina, por e-mail ou folhetos mesmo, refrescando a memória dos trabalhadores. Devemos também lembrar que em alguns setores, como no da construção civil (sempre ele), o quadro de trabalhadores é alterado com alguma constância, por inúmeros motivos, demandando ação por parte dos cipeiros para manter todos atualizados.

Dinâmicas para SIPAT

Respaldo ao reportar riscos

Assim como incentivar e lembrar os funcionários, a CIPA deve respaldá-los, garantir que não haverá punição em caso de avisos de que tal máquina não está trabalhando 100% e, por acaso, o próprio trabalhador já faz uso dela por algum tempo, apenas para citar um exemplo.

Informar que um ou outro companheiro de trabalho não está atuando dentro das conformidades padronizadas de segurança não pode ser considerada uma delação, está aí outro motivo para muitos se manterem calados, por medo de atrapalharem algum colega na função

No mais, todo o processo de mapeamento, identificação e remediação dos possíveis riscos de acidentes deve ser liderado pela CIPA, mas a colaboração de absolutamente todos os funcionários é primordial para que isso aconteça.

Mesmo aqueles riscos que parecem remotíssimos devem ser reportados, por mais experiente que você possa ser em determinada função, já que é a vida de alguém que pode ser colocada em risco.

Implementação da cultura de reportar riscos

Falávamos sobre aqueles ambientes de trabalho em que a lista de funcionários é rotativa, muda de quando em quando. Bom, é um tanto lógico que nem todos aqueles que entraram têm experiência na área, na rotina, e sabemos que esses acabam absorvendo certos hábitos e atitudes dos que os cercam.

Se o comportamento de não se preocupar e se comprometer com os procedimentos de segurança da empresa for algo natural, já embutido no modus operandis de determinada equipe, o novo funcionário vai se sentir compelido em fazer o mesmo, conscientemente ou não.

O efeito contrário também acontece, naturalmente. Em um ambiente laboral em que todos se preocupam com as medidas de segurança, com a salubridade do serviço, o “novato” também segue a tendência, até para não ficar para trás na moral com os chefes.

Tudo isso para reafirmarmos o fato de que a adoção de práticas saudáveis para toda a equipe e o costume de reportar imediatamente situações de risco também é cultural, vai de empresa para empresa, de chefia para chefia, está inserida na natureza de cada ambiente de trabalho.

Ações para promover mais segurança ao ambiente de trabalho

Só para deixar mais do que claro, tocaremos mais uma vez no assunto: Realizar reuniões, treinamentos campanhas, compartilhar cartazes, vídeos, brochuras, tudo isso faz parte de um projeto bem feito por parte da CIPA.

É interessante adequar as atividades de acordo com horários que facilitem a vida dos funcionários, que não deixem o dia deles ainda mais apertado, corrido, caso contrário, nascerá um certo sentimento de antipatia com qualquer movimento que os cipeiros tentem implementar.

Digitalizar os informativos ajuda bastante, assim como aproveitar horários que já façam parte da rotina de trabalho dos funcionários. Endomarketing, redes sociais corporativas, murais digitais, todas essas iniciativas colaboram e muito para o desenvolvimento da conscientização coletiva de que é necessário intensificar a comunicação na hora de reportar riscos. Na verdade, em todos os momentos.

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